TRANSFORMERS: AGE OF EXTINCTION – CRÍTICA (SEM SPOILERS)

Toptrans

Mais uma vez me aventuro no mundo das grandes telas, mas não para assistir um filme comum e sim Transformers, pelo qual tenho no fundo de meu coração uma admiração extrema. Mas hoje trago aqui o lado crítico e não fanático para mostrar a você o que realmente esperar desta quarta história.

Se pudesse resumir o filme em uma única palavra, ela seria: FODA!

Primeiramente vamos esquecer a fidelidade em relação à história de 1985 e apenas reciclar velhos amigos e essências da G1 (Primeira geração) que a Hasbro criou. Michael Bay conseguiu reviver neste longa muito do Transformers já esquecido e recolocá-lo em uma nova trama.

Tudo começa calmo, tranquilo e com poucos acontecimentos, breves apresentações para conhecermos melhor nossos novos protagonistas humanos e como é a rotina deles. Assim como no trailer, vimos a forma veicular de 85 de Optimus e muitas explicações sobre o que aconteceu entre o terceiro e quarto filme.

A previsibilidade está presente em cada minuto que vai consumindo o filme e você tem a impressão que aquilo ali vai ser uma tremenda chatice. Eis que de repente Bay nos derrama uma piscina de imprevisibilidade e assim começa uma sequência de acontecimentos frenéticos, os quais vão durar por duas “curtas” horas. Esse soco no estômago acompanha novos e antigos personagens, além de deixar claro para onde o longa vai nos levar.

Comparando um pouco Age of Extinction com os quadrinhos e TV, percebi que coletaram muitos elementos da G1, Armada, e Animated, como traços dos personagens, ressurreição e até mesmo formas de batalha. Com certeza, não houve economia em nada para tornar o filme o mais realista possível e permitir que os fãs pudessem desfrutar de fortes emoções.

O filme não é perfeito em sua totalidade, tem alguns erros de continuação leves, algumas gafes de atores e um roteiro que quase fugiu do lógico. Mark Wahlberg (Cade Yeager) me surpreendeu, confesso que nunca achei ele bom e fiquei realmente com muito medo que ele fosse péssimo, mas fez sua parte e não deixou a bola cair. Já Nicola Peltz (Tessa Yeager) seria totalmente dispensável, tendo apenas função sensual para atrair alguns marmanjos não muito ligados nos grandalhões de ferro. Também tem seus problemas com o 3D, pouco explorado mas presente em algumas cenas.

Falando do elenco metalizado, eles ganharam características marcantes, como no caso de Drift que é um perito em espadas nos desenhos e ganhou uma feição similar ao Bludgeon (Decepticon da G1). Bumblebee mostra toda sua imponência em um Camaro “tunado”. Não posso citar os outros personagens senão seria um spoiler daqueles.

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Os Dinobots fizeram muito estrago mas não foram muito bem apresentados e nomeados no filme. Segue os verdadeiros nomes de Grimlok (Tiranossauro), Slag (Triceratops), Sludge (Apatosauro/Brontossauro), Snarl (Stegosauro) e Swoop (Piterodáctilo). Havia um sexto dinossauro nos quadrinhos que não foi incluso no filme chamado Paddles (Elasmosauro). Mas em contrapeso suas feições e forças foram colocadas a mostra.

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Pulando para a parte técnica da coisa, as CGs do filme conseguiram um nível de perfeição fantástico, metal e orgânico trabalhando em perfeita harmonia ambos aplicados dentro da gravidade, luz e sombra tiveram uma interação perfeita com os ambientes e atores. Os cenários cuidadosamente selecionados e o bom enquadramento fotográfico ajudaram muito a equipe de efeitos e filmagem a conseguir bons takes. Gastaram muitos fogos de artifício para fazer este filme, isso posso garantir.

A trilha do filme infelizmente não tem Linkin Park, mas Bay não decepcionou convidando Image Dragons com a música dramática Battle Cry. Pude acompanhar a Premiere do filme que foi transmitida ao vivo no dia 27 de julho direto de Hong Kong e fiquei arrepiado. Confira a parte do evento onde a banda apresentou a música oficial:

Antes de fechar esta crítica, gostaria de dizer que fiquei decepcionado com o tratamento que o lançamento do filme teve aqui no Brasil. Nos EUA, ele foi agendado para estrear oficialmente no dia 27 de junho e aqui 17 de julho, muitos amigos compraram ingressos antecipados para a pré-estreia e até mesmo grupos de fãs, inclusive um do qual participo, agendaram e alugaram quartos em hotéis de grandes cidades para conferir o filme. Mas os cinemas adiantaram para 2 de julho, justificando que seria uma ação contra a pirataria. Foi uma tremenda sacanagem e acho que, assim como eu, muitos ficaram decepcionados com a falta de respeito com os fãs brasileiros.

O que posso dizer é que vale muito a pena assistir Transformers: Age of Extinction, você não vai se arrepender. Gosto de enfatizar que independente do que você está lendo aqui, vá ao cinema ou assista filmes pois a melhor crítica é a sua! Boa diversão.

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