GODZILLA 2014 – CRÍTICA

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Chegou a vez do Eureka colocar o grande lagarto brigão e destruidor de cidades na parede e avaliá-lo. Prometo não dar spoilers e nem ser tão cruel com a fera.

Dirigido por Gareth Edwards, o longa vem repleto de Easter Eggs, jargões familiares como “Godjira” e muitas cidades destruídas.Godzilla 2014 traz um roteiro novo, mas com muitas gafes ao longo da história. Diferente dos filmes que tiveram início em 1953 até o primeiro rodado nos EUA em 1998, a história tenta trazer a ideia de que os testes nucleares, que acontecem ao longo dos anos no oceano, foram o início de combate a criaturas pré-históricas gigantescas – ou Kaijus como são chamadosnos continentes asiáticos e nos dias atuais. Isso tudo é revelado de forma catastrófica.

Até então tudo ocorre de um jeito perfeitamente maravilhoso, temos a aparição de Bryan Cranstonnosso, eterno Walter White da série Breaking Bad, e também Ken Watanabe, um dos atores que admiro muito. Temos a revelação de seu grande inimigo Rodan, que foi um Pterodáctilo nos anos 50 nos filmes orientais e que depois de um tempo veio a se tornar um aliado de Godzilla (coisa de orientais). O redesign da criatura ficou maravilhoso e sinistro, Godzilla também ficou mais assustador e semelhante aos antigos longas.

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Torci muito para que o monstro vilão não fosse a Mothra, aquela borboleta gigantesca e esquisitona. Apesar de que, para a época, funcionava bem esse tipo de brincadeira. Temos que admitir.

Depois de alguns minutos de filme, percebe-se que o personagem que você acredita ser o principal, na verdade é um simples coadjuvante e assim vem a enxurrada de decepções. Você passa o filme todo ouvindo diálogos e vendo um cara correndo sem sentido e sempre se dando mal. Aí você acha que ele morre e bum! Está vivo. E morre. Não! Está vivo… Descobre também que Rodan adora uma boa radiação e come ogivas nucleares na boa pelo globo sem causar uma única explosão ou dano radioativo à população.

Eis que chega o ápice da coisa toda, Godzilla e Rodan finalmente se encontram e estão prontos para uma boa briga e então, a câmera corta para um diálogo ao melhor estilo João Cleber e quando volta para a batalha, simplesmente a cidade está destruída e os monstros foram embora. Contei o tempo de ação que teve no filme e chegou aos incríveis 7 minutos. Imagine você assistir um filme de monstros de 2 horas e ver poucos minutos de ação em que eles aparecem? Pacific Rim conseguiu ganhar de Godzilla nessa questão.

Lembrando que a ação que me refiro é a briga entre os monstros que era foco dos filmes da década de 50. É como ir assistir Transformes e não ver quase nenhuma porrada entre robôs.

Tenho que dar meus parabéns à equipe de efeitos especiais que trabalhou esplendidamente nas criaturas e também nas rápidas cenas de ação. Conseguiram trazer um realismo de devastação e dimensões incríveis. Já no roteiro, deixo meus pêsames ao Frank Darabont pelo assassinato de Godzilla.

Lembrando que vocês devem assistir, a crítica é pessoal e nenhum filme deve ser desperdiçado.

Filme razoável, faltou mais ação, um roteiro com mais sentido e redução de diálogos.

Revisão: Caio Romero

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2 thoughts on “GODZILLA 2014 – CRÍTICA

  1. Boa crítica! Prentendo assistir, mas não nos cinemas. Quanto ao Frank Darabont, ele apenas reescreveu algumas partes do roteiro, então a culpa não é dele. Aposto que se ele tivesse dirigido o filme, seria bem melhor, pois ele manja misturar terror e fantasia com drama. The Walking Dead perdeu a linha por conta da saída dele, senão seria bem melhor hoje em dia…

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