CRÍTICA DE PACIFIC RIM – [CONTÉM SPOILER]

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Como devo começar esta crítica? Guilhermo Del Toro, só esse nome dispensa comentários, mas como um bom cinéfilo e um apreciador da arte de “criticar” filmes, não posso perder o costume.

O filme se passa em uma época em que legiões de monstros (kaijus), surgem de uma fenda no mar e seguem rumo às cidades causando morte e destruição. Pensando em contra-atacar essa ameaça, todos os países se unem para criar uma divisão de combate formada por Jaeggers, mechas de combate tripulados por humanos, dando início a uma batalha pela sobrevivência da raça humana.

Pacific Rim, ou como eu não gosto de chamar (Círculo de Fogo), distribuído no Brasil pela Warner Bros. , é de certa forma uma mistura de várias fórmulas que deram certo em um único frasco. Os mais leigos em primeira instância vão imaginar que esse filme é uma cópia desesperada de Godzilla, já que o novo remake está sendo preparado e com isso pegaram o “rabo do foguete” para ganhar público.

Sinto-lhes informar, mas não é nada disso. Junte Transformers, Avatar, Evangelion, Godzilla, Independence Day, Captain Sky, StarCraft II e Hellboy, imagine todos os conceitos formados por esses filmes e monte Pacific Rim. Robôs enormes (jaegers) comandados por humanos pela sinapse cerebral que lutam contra monstros enormes (Kaijus) que emergem do pacifico com o único objetivo de invadir o planeta e consumir seus recursos naturais a favor da perpetuação de sua espécie. É mole?

Conferir a versão 3D do filme e no quesito compatibilidade com a tecnologia tem poucas cenas realmente funcionais, mas as poucas fazem uma grande diferença, principalmente já no início onde você contempla um voo pelo espaço no meio das estrelas, você consegue ficar deslumbrado com a perspectiva que isso causa e sem contar nas batalhas que jogam pedaços de peças em sua direção. Seguindo em frente, e falando um pouco sobre os efeitos especiais que abusaram moderadamente e com inteligência nos momentos certos, conseguindo recriar perfeitamente a atmosfera de batalha e também aplicar com precisão a física incorporada aos Jaeggers e monstros, como movimentos lentos e as limitações de engrenagens, sem contar na qualidade e na riqueza de detalhes que são encontrada em ambos.

O roteiro de Del Toro e Travis Beacham me surpreendeu bastante na questão de como fazer um filme com criaturas enormes das quais os japoneses e nós estamos cansados de ver como clichês do cinema. Del Toro criou inúmeras vezes durante o filme situações “previsíveis” das quais em seguida você se surpreendia. Como a cena em que ao terminar de derrotar um monstro o jagger americano volta para atirar novamente para confirmar a morte da criatura. Normalmente nos outros filmes o mocinho segue em frente e é apunhalado pelas costas ou é atacado em outro momento pelo vilão que ele havia pensado ter executado.

As lutas são fenomenais e os diálogos curtos e objetivos. Você consegue ter raiva, dar risada e ficar tenso ao mesmo tempo em vários momentos do filme. A atmosfera similar com o game da Blizzard, StarCraft II, transporta o espectador a um mundo totalmente caótico e apocalíptico. Alguns críticos bem estudados de cinema dizem que não teve muita emoção ou algo no filme que poderia causar isso, mas a história do irmão ter perdido o outro em batalha e da garotinha que perdeu os pais no meio de uma batalha entre um Jaegger e Kaiju já são suficientes para causar uma certa emoção.

O elenco conta com uma das fórmulas secretas, assim como Tim Burton está para johnny Depp, Guilhermo Del Toro está para Ron Perlman. Um ator que dispensa comentários e que sempre esteve do lado de Del Toro em seus filmes como o simplesmente perfeito Hell Boy e Hell Boy II (sinto por Perlman dizer que não quer fazer o III). Mas além dessa figura o filme contou com alguns dos atores que fizeram a diferença como:

Idris Elba: Um dos melhores atores de Hollywood da atualidade na minha opinião.

Charlie Day: Esse andou meio sumido ultimamente mas voltou com um papel importante na trama.

Max Martini: Esse é meio “calejado” por participar em filmes de guerra.

Burn Gorman: Quase sempre faz papel de vilão e que participa de uma das minhas séries favoritas Game of Thrones.

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